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Portugueses elegem novo Presidente da República
Por Administrador
Publicado em 18/01/2026 13:41 • Atualizado 18/01/2026 13:43
Sociedade

Os portugueses vão às urnas para escolher o próximo Presidente da República, num momento decisivo para o futuro político do país. Com o fim do segundo mandato de Marcelo Rebelo de Sousa, a eleição marca o início de um novo ciclo presidencial e decorre num contexto de elevada fragmentação política e diversidade de candidaturas.

Ao todo, onze candidatos apresentam-se a sufrágio, representando diferentes visões ideológicas, partidos políticos e candidaturas independentes. Este número elevado de concorrentes reflete um cenário político mais plural, mas também mais competitivo, tornando difícil a concentração de votos num único nome logo na primeira volta.

O sistema eleitoral presidencial em Portugal exige que o candidato vencedor obtenha mais de 50% dos votos válidos para ser eleito à primeira volta. Caso isso não aconteça, um cenário considerado provável por vários observadores políticos, haverá uma segunda volta, disputada apenas pelos dois candidatos mais votados na primeira ronda.

A possibilidade de uma segunda volta ganha especial relevância nestas eleições, uma vez que Portugal não recorre a este mecanismo desde 1986. A dispersão do eleitorado e a ausência de um favorito claramente destacado aumentam a probabilidade de o processo eleitoral se prolongar, obrigando os eleitores a regressar às urnas.

Durante a campanha, os candidatos têm procurado mobilizar os eleitores em torno de temas como a estabilidade política, o papel do Presidente como garante da Constituição, a relação entre os órgãos de soberania e os desafios sociais e económicos que o país enfrenta.

Embora o cargo presidencial tenha uma natureza sobretudo moderadora e simbólica, o Presidente da República dispõe de poderes constitucionais relevantes, como a promulgação ou veto de leis, a dissolução da Assembleia da República e a nomeação do Primeiro-Ministro. Por isso, a escolha do próximo chefe de Estado assume particular importância num período marcado por incertezas e exigência de equilíbrio institucional.

Os resultados destas eleições poderão redefinir o tom da política nacional nos próximos cinco anos, num momento em que os cidadãos são chamados a decidir que perfil desejam para a mais alta magistratura do Estado.

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